A pediculose é uma doença provocada pela infestação de piolhos, insetos que não voam, não pulam, têm seis patas e medem de um a seis milímetros de comprimento. São de cor acinzentada e se tornam avermelhados quando alimentados de sangue. Os piolhos alimentam-se de sangue humano e vivem em torno de trinta dias.
Dependendo da espécie, a fêmea pode colocar trezentos ovos durante sua vida. Ao perfurar a pele para se alimentar, injeta uma secreção venosa que ocasiona manchas vermelhas com prurido (pápulas pruriginosas) e traumatismo na pele. Os ovos se rompem em aproximadamente oito dias e, em cerca de duas semanas, o inseto atinge a maturidade.
Todas as camadas da população podem ser atingidas, sendo as pessoas do sexo feminino mais comumente afetadas.
São freqüentes as epidemias nas escolas, e a transmissão é feita pelo contato íntimo pessoal e pelo uso comum de chapéus, toucas, escovas e pentes.
Sintomas: a primeira manifestação é o prurido no couro cabeludo, principalmente na nuca e atrás das orelhas. O prurido, que ocorre devido às picadas do inseto, pode ocasionar feridas e, conseqüentemente, infecção.
Diagnóstico: É confirmado pela presença de ovos (lêndeas) usualmente abundantes. As lêndeas são ovais e ficam grudadas aos pêlos.
Tratamento: Além de produtos específicos aplicados localmente na cabeça inteira, alguns produtos já vêm acompanhados do pente fino, que deve ser utilizado diariamente para remover os piolhos e lêndeas. Alguns dermatologistas têm obtido bons resultados com medicamentos via oral. Escovar diariamente os cabelos vigorosamente também é aconselhável.
Conforme a Dra. Paula Baldo Dazzi, da Clínica Dra. Carolina Feijó de Porto Alegre. Consultada sobre Pediculose a mesma fez o seguinte comentário:
A pediculose do couro cabeludo é uma afecção comum, acometendo principalmente crianças em idade escolar e mulheres, sendo a transmissão através do contato pessoal e por objetos contaminados (pentes, escovas, roupas...). O tratamento usualmente é feito através de duas formas - medicações tópicas ou de uso oral - e dura aproximadamente 10 dias. É importante o tratamento preventivo dos contatos do paciente a fim de evitar reinfestação. As medicações tópicas sempre foram as mais usadas, mas estudos recentes e observações clínicas demonstraram melhores resultados terapêuticos com o tratamento através de medicações por via oral. Para isso é necessário avaliar a possibilidade de uso dessas medicações pelo paciente, assim como descartar contraindicações e respeitar a idade e peso mínimos dos pacientes antes de prescrevê-los.
Paula Baldo Dazzi - CRM 27098 Consultório na Clínica Dra. Carolina Feijó, localizada na Av. Mostardeiro 291/305 - Porto Alegre Telefone para contato: (51) 33955161
06/12/11
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